// Dia 25 de Abril | Quarta-Feira
Arena Dragão do Mar
16:00H | Sem Título | Ise Araújo | Arte Urbana

Durante sua graduação em Artes Visuais pelo IFCE tornou a prática artística constante, fez intervenções com ?lambe? pela cidade de Fortaleza, daí partiu para sua primeira exposição individual e participou de coletivas junto a outros artistas e também fazendo parte do Coletivo Monstra, passeia com trabalhos no universo lúdico do Circo e parques de diversão, metaforizando a vida com seus riscos e risos.


// Dia 27 de Abril | Sexta-Feira
Ruas no entorno do Dragão do Mar
16:00H | Le Mur | Narcélio Grud | Arte Urbana

Narcélio Grud iniciou-se artisticamente através do programa de televisão Daniel Azulay, ainda quando criança. Teve seus primeiros contatos com o pincel a jato, o spray, no final dos anos 80 e inicio dos anos 90, quando se iniciou na cidade de Fortaleza, o movimento da pixação. Era um dos mascotes por ser o mais jovem entre a galera. Skatista e adepto do movimento punk, inquieto por natureza, foi expulso de 11 colégios e teve um momento de transição marcante em sua vida quando pixou uma Delegacia de Polícia com a frase: 'Vende-se Maconha' e escreveu na viatura: 'Entrega a Domicílio', além de ter feito vários desenhos espalhados pela cidade. Este fato, lhe deu notoriedade e as pessoas começaram a lhe convidar para realizar trabalhos diversos, o que ajudou a despertar algum interesse pela arte. No decorrer do percurso, desenvolve diversas pesquisas dentro das práticas de Arte Urbana e afins o que o levou a participar de Exposições e Festivais em diversos países da Europa e das Américas e lhe rendeu alguns prêmios. Tem formação em Design, é o idealizador do Festival Concreto - Festival Internacional de Arte Urbana que acontece bienalmente no Ceará e publicou em 2014 o livro: A Arte Urbana do Nordeste do Brasil.

Na pintura, Narcelio Grud desenvolve uma temática que aborda a questão das relações, do outro como complemento, das fusões. Os seres que habitam se mostram meio humanoides, meio androgenos, um mix entre a matéria e o espírito... Sem boca, sem ouvidos, de olhos fechados, uma comunicação possível e profunda... Outras pesquisas estão se mesclando a cada dia nas linguagens que ele desenvolve. Esculturas sonoras, esculturas de vento, construção de ferramentas pra ações de arte urbana, imagens em movimento, texturas...

 

Ruas no entorno do Dragão do Mar
18:00H | Sem Título | Artur Bombonato | Arte Urbana

Artur Bombonato é artista visual de Fortaleza que trabalha principalmente com pintura e intervenção urbana. Começou a trajetória no muralismo, que o levou a pintar em países como Argentina, Itália e Marrocos. A própria cidade e suas relações, seus espaços de ausência e conflitos são temas recorrentes no seu trabalho.

 


// Dia 28 de Abril | Sábado
Arena Dragão do Mar
17:00H | | Mesa Sobre Antônio Cândido | Literatura

Antonio Candido de Mello e Souza ou simplesmente Antonio Candido faleceu no ano passado. Em 2018 completaria cem anos. Legou-nos uma obra que abarca crítica e teoria da literatura, sociologia, antropologia, memória, biografias e interpretações do Brasil. Este conjunto de reflexões é alicerçado numa atitude tão simples quanto produtiva, que Candido aprendeu com alguns de seus professores na graduação em sociologia da USP no final dos
anos 1930 e início dos anos 1940: "o essencial é a concentração no texto, e não no que está antes ou depois". O texto a que ele se refere nesse trecho é o texto literário, mas algo semelhante vale também para ensaios, teses, artigos, fotografias, filmes e quadros, enfim, para qualquer tentativa de simbolização feita por seres humanos. Se vamos falar sobre algo que lemos, então é preciso ler escrupulosamente, com carinho e apreço, até que, após
sucessivas análises, algo possa ser dito a respeito do texto lido. Ler e reler incansavelmente é a regra de ouro do analista, diria Candido em determinado momento. Essa ética da arte de ler levou Candido a se pronunciar firmemente contra a censura e a violência. Ele, que ficou moço na ditadura Vargas e envelheceu na ditadura civil-militar; ele, que teve textos e revistas censuradas, amigos e colegas presos, torturados e exilados; ele, que soube enfrentar
com firmeza e inteligência as lutas que lhe coube lutar. No final dos anos 1970, Candido verificou a presença na vida nacional de certas "barragens ideológicas" que impediam de circular discursos a respeito de temas como a violência contra os pobres. Verificava também o quanto a defesa da violência contra os pobres e as massas era revestida fosse com "refinamento estético", fosse com demagogia, fosse com a ideia de que se tratava de fato consumado. Por tudo isso, tentaremos apresentar a obra de Antonio Candido como um todo, mostrando como na trajetória dele a leitura cuidadosa de textos levou a uma compreensão aguda dos principais dilemas brasileiros, dos quais a censura era (e é) um dos principais sintomas.

Palco José Avelino
18:50H | | Os Bardos | Música

Os Bardos vêm desde de 2015 produzindo música autoral e independente na Serra da Ibiapaba. Em 2016 conhecem o Estúdio Mangaio Cultural, situado na cidade de Tianguá-CE, onde iniciaram as gravações do seu primeiro disco, intitulado HUMANUM, e por meio do mesmo estúdio tiveram a oportunidade de fazer parte do movimento artístico que viria a se chamar Selo Mangaio. O conjunto é formado por quatro integrantes, Gegê Teófilo (piano e sintetizadores), Paulo Marcelo (Voz e Guitarra), Francisco Gustavo (Voz e Baixo) e Webert-San (Bateria e Percussões).
O primeiro álbum da Banda Os Bardos desponta no cenário atual da música brasileira como um vento fresco. Humanum é uma lufada de ar que desce da Serra da Ibiapaba forte, encorpada e certeira. O disco pode até falar do calor dos sertões e dos personagens que o povoam, mas olha por cima do ombro de gigantes - moradores de um olimpo insuspeito e heterogêneo: Luiz Gonzaga, Frank Zappa, Ednardo -, e o que essa mirada oferece é um passeio por imagens vívidas que apontam sempre para o inescapável tema da humanidade, em toda a sua glória e miséria. Humano, demasiado humano, diz o filósofo. O quarteto prefere ir pelo caminho menos racional, o da poesia, acreditando que acima do chão e abaixo do sol, nada é estranho. E nessas veredas, vai criando em Humanum um repertório de histórias que contam do homem comum e de sua dor encoberta. Seguindo em alguns pontos a tradição trovadoresca (como em A Morte da Bela Maria), Os Bardos costuram sua narrativa com uma linha rústica, quase como quem tece um gibão de vaqueiro, mas sem esquecer que, mesmo a peça mais utilitária precisa de enfeites brilhantes, como as estrelas de prata no chapéu de Corisco e Lampião. No disco, os astros reluzentes sobre o couro cru são os ricos elementos de jazz, música latina e dissonâncias que entremeam letras sustentadas por formas poéticas populares do Nordeste brasileiro. Uma sextilha aqui, uma quadra ali, e a armadura do bravo sertanejo vai se formando entre sons, silêncios, gritos de feira e cantorias de igreja. Armadura que pode ser uniforme de combate ou couraça contra as intempéries sociais de nossos dias. 
Os Bardos não fogem à luta em sua estréia. No álbum, o conteúdo político vem, como numa farsa de Ariano Suassuna, fantasiado de cenário pitoresco e distante de um sertão que não existe mais, idílico e infernal. Mas não se engane, ouvinte de Humanum: os personagens do drama somos eu e você, do mesmo jeito que as criações longínquas daquele outro bardo inglês do século XVI falam mais sobre nós do que fala o barulho incessante e ininteligível das redes sociais de nossos dias; loucura sem método.
Os desvalidos de Ao Capitão Corisco são a banda e nós a entoar canções em formas e ritmos que compõe nossa multifacetada identidade de brasileiros: o xaxado que vira maracatu e que culmina num frevo em Homogenesis (embalando uma letra que cheira à poética de Gilberto Gil); o fuzz no meio da feira de Fábrica Vida; o flerte com o reggae e o jazz em Presságio. Enfim. Humanum é quase barroco em seus detalhes de gravação e produção. É um altar sonoro pagão, fruto do imaginário da banda, sob a batuta de Paulo Sidnei Luz, o cérebro analógico à frente do selo
Mangaio.
Para arrematar a pintura - que bem poderia ser "Os Retirantes" de Portinari - o álbum conta com as articipações primorosas dos artistas locais Mestre Quincas, e sua eloquente rabeca na ode ao Capitão Corisco, e o violonista Hernandes Ninho que empresta um lirismo doído (como tudo que é verdadeiramente belo) a Homogenesis.

Alguém dirá que é loucura lançar música de cores tão regionais em tempos cuja palavra da ordem é o
apagamento das fronteiras culturais. O remédio para o descrente talvez seja lembrar que o regional é, na verdade, o
espelho do universal: aquilo que reflete o vasto mundo na miudeza do cotidiano, da cor local. A propósito da
empreitada da banda tianguaense, concluiria então aquele outro bardo, o inglês: loucura sim, mas tem seu método.

Palco Anfiteatro
19:00H | | Algarobas | Música

A banda nasceu em fevereiro de 2014 na cidade de Juazeiro do Norte, localizada no sertão neurastênico do Cariri cearense, busca em som autoral além do rock tradicional, unir e experimentar influências vindas do progressivo/post-rock/noise/eletrônico. Propõe também mesclar de forma clara ideias vindas do cinema, da poesia urbana e do regionalismo. Em seus 4 anos de existência fortalece o cenário autoral-caririense e agora tenta espalhar suas sementes por outras terras.
Alguns locais que a banda já tocou: CCBNB Cariri, CCBNB/Sousa-PB, Fundação Casa Grande em Nova Olinda/CE, Armazém do Som Sesc Juazeiro Do Norte, Música nas Férias Sesc Crato, Expocrato: Palco Sonoro, II Moto Fest em Iguatu/CE, CEU em Barbalha/CE, Roteiro Poético Boêmio na Praça Padre Cícero, Calourada da URCA, Calourada da UFCA, Feira Cariri Criativo na Reffsa do Crato. Bares em Juazeiro do Norte: Cangaço Rock Bar, Raul Rock Bar, Abutres e Armazém Kibebe, Casarão Boteco e Estação da Sé no Crato.
Em dezembro de 2016 lançamos nosso primeiro álbum o EP "A Estrada é longa e o caminho é deserto" contento 5 faixas. E atualmente estamos em fase de preparação para a gravação do segundo trabalho. Que será lançado no primeiro semestre de 2018 e continuará aprofundando cada vez mais na música experimental.

Oca Maloca
20:40H | | Os Clownssicos da Palhaçaria | Circo

Os Clownssicos da Palhaçaria apresenta reprises clássicas com três palhaços que só se metem em enrascada. Pinguelão, Pipiu e Tramela aprontam uma atrás da outra. As cenas se desenrolam com muitas gags e números tradicionais do palhaço brasileiro.

Ruas no entorno do Dragão do Mar
22:00H | | Marlene: Dissecação do Corpo do Espetáculo - Teatro da Praia | Teatro

Histórias de dominação sobre a nossa subjetividade. Questões em torno da figura do artista. Teatros hegemonicamente constituídos como convenções. Cidades fora do mapa. Memória dos palcos e inúmeros fantasmas. Um universo de invocação dos mitos transmutado a uma profanação que aciona e narra as crises do fazer teatral no ocidente, produzindo na cena o termo Espetáculo como um corpo a ser dissecado.

Palco Praça Verde
22:30H | | Francisco, El Hombre | Música

?Somos as fronteiras que cruzei?, diz um dos versos da música intitulada ?Francisco, el Hombre?, que está no EP de estreia La Pachanga (2015), da banda francisco, el hombre. Talvez tal frase seja a que melhor representa o grupo formado pelos irmãos mexicanos Sebastián (bateria e voz) e Mateo Piracés-Ugarte (violão e voz) e pelos brasileiros Juliana Strassacapa (voz), Andrei Kozyreff (guitarra) e Rafael Gomes (baixo). Isso porque o quinteto encontra na estrada (e na vida cotidiana) as suas grandes inspirações, mas não só. Com letras em português e em espanhol, a  banda se tornou uma peça fundamental na conexão latino-americana. Em seus shows, coloca o público de língua portuguesa para cantar em espanhol e as pessoas de idioma latino para entoar as canções em português. Para eles, não há fronteira que não possa ser cruzada. 

O primeiro disco cheio da carreira, SOLTASBRUXA (2016), foi a peça que faltava para pavimentar o terreno para uma trajetória fértil. Desde o lançamento do álbum, no segundo semestre de 2016, foram 120 shows no Brasil e 30 apresentações internacionais, incluindo países como Cuba e México. Se o pé na estrada é garantido, a presença digital do grupo também é poderosa. Por meio de videoclipes superproduzidos, conquistou uma base engajada de fãs para além do mercado chamado indie.

Prova disso é o clipe da faixa ?triste, louca ou má?, que contabiliza mais de 4,5 milhões de views no YouTube da francisco, el hombre (assista aqui). A mesma música foi indicada ao Grammy Latino na categoria Melhor Canção em Língua Portuguesa e ainda virou trilha da novela global Do Outro Lado
do Paraíso.

O aumento no número de seguidores chamou a atenção dos principais festivais da América Latina, a exemplo do Lollapalooza Brasil e do mexicano Vive Latino (a banda está escalada na edição 2018 de ambos). A francisco, el hombre encerrou o ciclo de SOLTASBRUXA com o lançamento do clipe de ?tá com dólar, tá com deus? (assista aqui). Agora, um novo momento se inicia. Contemplado no edital Natural Musical, a banda prepara um novo disco para 2018.

E assim, a ?cada paso firme construye un nuevo andar?.


// Dia 29 de Abril | Domingo
Palco José Avelino
18:00H | | Encefalo | Música

A banda Encéfalo foi formada em 2002, com ideias e influência ThrashDeath Metal, a banda em 2008 conseguiu gravar sua 1ª demo Destruction e após 4 anos em 2012 foi lançado o 1º Debut-Album Slave Of Pain. 
No mesmo ano a banda realizou a 1ª Tour pelo Brasil - Slave of Pain Tour com 7 shows em 4 estados no sul do Brasil. Em 2014 fez a 1ª Tour pela Europa - Die To Kill European Tour com 22 shows em 8 paises.
Em 2015 a banda lança seu 2ª album Die To Kill com bastante influência de Death Metal. Atualmente a Banda Encéfalo lançou seu 3ª álbum intitulado DeaThrone. A banda Encéfalo é composta atualmente pelos integrantes: Lailton Souza - Lead Guitar, Rodrigo Falconieri - Drums, Henrique Monteiro - Bass and Vocals.

Palco José Avelino
21:20H | | Richie Ramone | Música

Com turnê marcada para passar por diversos países da América Latina, Richie Ramone desembarca em solo brasileiro no mês de abril. O ex-baterista dos Ramones volta ao País pela terceira vez com um show que promete muita energia e mescla músicas de sua carreira solo e diversos clássicos da icônica banda de punk rock.

Os fãs de Londrina, no interior do Paraná, darão as boas vindas a Richie, no dia 26 de abril. O show será realizado no Bar Valentino. Da região Sul ele segue direto ao Nordeste, para participar do festival April pro Rock, em Recife (PE), no dia 27. São Luis, no Maranhão, é a próxima parada no dia 28, onde o Ramone toca no Fanzine. Já no dia seguinte o punkrocker se apresenta em Fortaleza (CE), na Maloca 2018.

Do Nordeste Richie Ramone desce o mapa  para se despedir dos brasileiros em Jaraguá do Sul (SC), no dia 30/04, no Piratas Rock Bar.

O músico, então, segue rumo a Argentina, depois Uruguai e, por fim, ao Chile. Contando os shows no Brasil, a turnê terá 14 apresentações, encerrando no dia 20 de maio de 2018. Aos 60 anos de idade, Richie é conhecido como o baterista mais rápido e técnico que fez parte dos Ramones. Não por acaso, seus shows são conhecidos pela intensidade e energia que ele leva ao palco, junto com a baixista Clare Misstake e os guitarristas Steve Haley e Ben Reagan. A atenção dispensada e sinergia com o público também são características que chamam a atenção dos fãs.

O último trabalho de Richie Ramone foi o álbum Cellophane, lançado em 2016. É o segundo da carreira solo do músico que em 2013 lançou o disco Entitled.

O baterista e cantor se tornou membro da banda Ramones em 1983, após a saída de Marky Ramone. Até 1987 participou da gravação de 3 álbuns: Too Tough to Dide (1984), Animal Boy (1986) e Halfway to Sanity (1987). Além da técnica apurada e velocidade na bateria, Richie se destacou por também cantar em algumas músicas, como Warth Hog e Freak of Nature.