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Conexões Maloca aproxima artistas cearenses e produtores culturais durante o festival
Durante três dias, foram realizados speed meetings para os artistas apresentarem seus trabalhos. Produtores também assistiram aos espetáculos e shows da Maloca Dragão.

Maloca Dragão, o maior festival de artes do Ceará, é uma vitrine para a cultura local. Espetáculos, shows, propostas artísticas ganham espaço e visibilidade durante os dias do evento que reúne mais de 130 atrações no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura e Praia de Iracema. 
O Conexões Maloca permite que, além do contato com o público, os artistas passem pelo radar de produtores culturais de diversas cidades brasileiras e, pela primeira vez no festival, de outros países, como Estados Unidos, Cabo Verde e Portugal. Encontros que fazem a roda da economia da cultura cearense se movimentar. Os produtores convidados assistem aos diversos espetáculos e participam de speed meetings com artistas locais, que apresentam seus trabalhos e trajetórias. 
"O Governo do Ceará acredita no potencial transformador da cultura", ressaltou Élcio Batista, chefe de gabinete do Governo do Ceará, em encontro com os produtores convidados. Segundo ele, a Maloca Dragão apresenta o potencial da cultura cearense e entende cultura como fator de empregabilidade, de geração de renda, além da capacidade de engajar as pessoas. "A Maloca é o maior símbolo do que almejamos para a cultura, é o poder do compartilhamento que a cultura tem, de envolvimento das pessoas", indicou.

Conexões encurtando distâncias

Jordana Phokompe, curadora do centro cultural novaiorquino Lincoln Center, disse estar impressionada com o tamanho da Maloca Dragão, assim como o público jovem e a capacidade de montar uma programação diversificada. Lembrando a experiência em Nova York, Jordana relatou o desafio do trabalho de curadoria para conseguir oferecer um perfil de programação cultural que abranja a diversidade dos públicos que visitam o centro cultural americano, mais de 500 mil por ano. 
Fabiana Batistela, da Semana Internacional da Música (SIM/SP), comenta que, atualmente, o principal caminho para conhecer novos artistas e a cena musical são os festivais. "O Ceará é um dos principais berços de novos artistas. Acabo saindo daqui com muitos nomes que quero levar pra lá", comentou. Para ela, a iniciativa do Conexões Maloca é fundamental por encurtar o caminho entre produtores e artistas.  
Para Victor Caliope, da banda Projeto Rivera, o Conexões Maloca oferece oportunidade fantástica de encontro entre produtores e bandas, permitindo um processo de music bussiness que tende a ser um novo panorama para o cenário cultural. Outro ponto positivo, avalia, é a reunião entre artistas cearenses, momento em que é possível reverberar as produções, os planos, as estratégias. 
Para Antonio Gutierrez, do tradicional festival Rec-Beat, é possível perceber a evolução do evento ao longo dos anos. "É um evento que mantém um foco na divulgação da cultura do Ceará. É muito importante pra gente", comenta lembrando da relação entre estados e festivais. "Esse encontro amplia nosso conhecimento e nos ajuda bastante quando vamos fazer curadoria. Acho que tem poucos eventos como esse no Brasil, pensando em como a gente tem uma produção cultural vasta", avalia Gutie. 
A cantora Lorena Nunes comenta que a experimentação e implantação desse modelo do Conexões Maloca é extremamente importante para fazer roda da cultura girar. Ela ressalta que a Maloca Dragão já está nos radares do cenário cultural brasileiro e o intercâmbio permite romper barreiras que, até agora, centralizam os negócios na área cultural.