A Origem e história da tatuagem

Tatuagem

Você sabe qual a origem e história da tatuagem? Se você é um amante de tatuagens ou até mesmo é um tatuador, antes mesmo que existisse curso de tatuador já existia pessoas fazendo tatuagem. Se você quer saber mais sobre a origem e história da tatuagem, continue lendo esse artigo.

A tatuagem tem sua origem no Egito. Existem provas arqueológicas de que essa arte de pintar a pele já existia na terra dos faraós entre 4000 e 2000 A.C.

Uma múmia do antigo Egito, chamada de Amunet, do sexo feminino, exibia traços e pontos escritos na região do abdômen, dando a entender que na época, a tatuagem estava ligada a cultos de fertilidade.

Esses traços na pele também foram vistos em povos da Polinésia, Filipinas, Indonésia e Nova Zelândia. Sendo nestes últimos locais, estando envolvidos diretamente com rituais ligados a religião.

Mas o registro mais antigo é de um “Homem de Gelo”, encontrado nos Alpes em 1991. O indivíduo, com cerca de 5.300 anos, tinha linhas azuis em seu corpo, que seriam tatuagens ou cicatrizes advindas de algum tratamento medicinal adotado pelos povos da idade da Pedra.

Mesmo sem nenhuma comprovação que afirme isso 100%, os estudiosos concordam que nos primórdios a humanidade já utilizava dessa técnica como uma forma de registrar sua própria história em seus corpos. Levando esses contos por onde quer que eles fossem.

Com o tempo, a prática se espalhou por todos os continentes, mas com diferentes funcionalidades. Entre eles, religiosos, identificação de grupos sociais, marcação de prisioneiros e escravos (como as usadas durante o Império Romano), ornamentação e até como técnica de camuflagem.

Tatuagem no Ocidente

Porém, no Ocidente, o método caiu em desuso por causa do cristianismo, que proibiu a prática. Estando escrito, inclusive, no livro do Antigo Testamento, Levítico: “Não façais incisões no corpo por causa de um defunto e não façais tatuagem”.

A tradição de marcar o corpo só foi retomada em 1769, quando o navegador inglês James Cook realizou uma expedição até a Polinésia e registrou em seu diário o costume local de homens e mulheres de pintarem suas peles com uma substância preta. Eles chamavam a técnica de Tatau.

Cem anos após esse registro, Charles Darwin afirmou que não existia nenhuma nação que não conhecesse a tatuagem. Da Malásia a Tunísia, a maioria dos povos praticava ou já tinha praticado tal ato.

E esse costume se espalhou ainda mais após a invenção da máquina elétrica de tatuar, em 1891. Na época, o método chegou com força na Europa e nos Estados Unidos. No final do século XX, algo que só era feito por presidiários ou marinheiros, foi agregado entre os jovens.

E perdura até hoje, mesmo tendo passado por muitos preconceitos desde a sua criação, principalmente por questões religiosas. Impedido até às pessoas de conseguirem emprego por causa disso.

Mas, comparado com que era há 20, 30 anos atrás, a sociedade passou aceita a tatuagem como ela realmente é: uma forma de arte e expressão, e não como algo feito por pessoas ruins, bandidos, etc.

A tatuagem em outras culturas

Apesar de todos os continentes já terem praticado essa técnica, inevitavelmente ela teve mais importância em algumas culturas do que em outras.

Taiti

De acordo com a mitologia da região, foram os deuses que ensinaram os homens essa arte. Ela deveria ser seguida a risca de acordo com uma liturgia especial.

Pessoas do sexo masculino poderiam tatuar todo o corpo, já as mulheres só poderiam marcar o rosto, braços e as pernas. De forma geral, na Polinésia, a tatuagem é usada como símbolo de classe social.

Japão

É quase impossível pensar no Japão sem associar o país com lamem, animes e tatuagens. Inclusive, os japoneses foram os que mais desenvolveram a técnica.

Para se ter ideia, algumas sessões podem durar anos até que o desenho cubra todo o corpo, menos mãos e pés.

O único problema é que tal prática ficou associada a organização mafiosa mais conhecida do mundo, a Yakuza.

Outra coisa bem legal com relação a tatuagem no Japão é que existe uma técnica chamada de “kakoushibori”. É um tipo de desenho feito com óxido de zinco, que oculta a arte e ela só aparece quando a pessoa está bêbada, toma banho com água quente ou após o ato sexual.

Isso que é jeito criativo de esconder uma tatuagem.

Índia

Outro país em que a tatuagem é uma tradição milenar. Os indianos desenvolveram a técnica chamada de “mehndi”, feita com henna. Devido ao pigmento usado, ela dura apenas uma semana. Por este motivo é usada apenas de forma decorativa e em ocasiões especiais, como casamentos.

Nova Zelândia

O tipo de tatuagem da Nova Zelândia provavelmente é um dos mais conhecidos pelo mundo. O maori, como é chamado, era usado para separar as classes sociais do país.

Cada espiral representa um nível hierárquico. Tal prática só era permitida entre homens livres. Prisioneiros, por exemplo, eram proibidos de se tatuarem.

Uma curiosidade um tanto quanto bizarra envolvendo os costumes por lá é que quando os líderes maoris morriam, seus familiares conservavam suas cabeças tatuadas em casa, como uma espécie de relíquia.

África

Devido ao tom de pele dos africanos, tatuagem elaboradas e coloridas não era comum entre os povos do continente. A realidade hoje é outra.

Nas tribos, a técnica mais comum é a escarificação, que nada mais é que cicatrizes feitas por meio de incisões (cortes, literalmente) na pele.

Esse método muitas vezes é utilizado como uma forma de introduzir remédios diretamente no corpo. Tal prática também é vista em ritos de passagem.

No Sudão, por exemplo, as mulheres passam por três processos de escarificação: aos 10 anos elas marcam o peito. Quando ocorre a primeira menstruação, é a vez dos seios. Por fim, quando engravidam, braços, pernas e costas são cortados.

O universo da tatuagem é mais amplo e cheio de significados que muitos imaginam.

Bom, agora que ficamos por dentro desse mundo, vamos te contar como se tornar tatuador e contribuir com essa arte.

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